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Archive for the ‘Cinema’ Category

Que todo nerd que se respeite assistiu a todos os filmes De Volta Para o Futuro e sonha com essa possibilidade todo mundo sabe e até compartilha o sonho. Daí que esse maluco George Clarke, um produtor/ ator/ faz tudo pela sétima arte, encontrou nos extras do filme O Circo, de Charlie Chaplin, lançado em 1920, uma mulher que passava no dia da estréia do filme… wait for it… falando em um… wait for it… CELULAR!

Veja o vídeo:

O primeiro aparelho deste tipo apareceu em 1973 por Martin Cooper, da Motorola. Lembrando, esse filme é de 1928!

Tem a maior cara de hoax, mas até que se prove  contrário…

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Avatar, o novo filme de James Cameron é todo moderninho. Tão moderninho e inovador que os brinquedos do McDonald’s e da Coca Cola para promover o filme usarão realidade aumentada! Olha esse vídeo:

Eu gostei bastante, mas ao mesmo tempo não gostei. Eu sou da época em que os bonecos eram palpáveis. Você ia ao shopping com a mãe só para comprar o McLanche Feliz por causa do brinquedo. Brincava por uma semana (quando muito) e nunca mais tocava neles, até aquele seu primo chato vir à sua casa para o almoço de domingo e você fazer sua mãe tirar todos os brinquedos da estante do seu quarto para se mostrar para ele.

Essa criançada vai saber brincar disso? Não estou subestimando a inteligência, mas sim o modo com essas crianças brincarão com isso. Acho que limita a imaginação. Será que essa moda pega? Será que a criançada vai curtir? E será que isso chega no Brasil?

Avatar tem estréia marcada para 18 de Dezembro.

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Fame 2009 movie poster

O diretor Kevin Tancharoen, que inclusive coreografou Me Against The Music para a turnê Onyx Hotel, da Britney Spears(!), dirige o remake de Fame de 1980. Eu não assisti o original, mas julgo ter sido melhor que esse remake, porque, né, gerou um remake.

O filme acompanha quatro anos na vida de alunos de uma escola de artes performáticas de Nova York. Vários clichês, começando com os atores de 20 interpretando adolescente de 17, passando pelo negro que deseja ser rapper mas a mãe que trabalha em “N” empregos para sustentar a família e não quer que o filho use seu talento. Tem também o talentoso cineasta que é enganado por um suposto produtor e perde o dinheiro do pai e a loira bonita que dança muito, se acha a melhor aluna da escola e já tem um destino traçado. São várias histórias contadas e nenhuma bem trabalhada. Além de ser notável que alguns atores seguram o talento para se encaixar no papel, bem como atores ruins que tentam ser bons para convencer a platéia. A sensação que dá é a de brincar com diversas peças de blocos de montar de várias marcas genéricas. Elas não se encaixam perfeitamente.

O filme não é de todo ruim, a parte musical é muito boa. Fiquei arrepiado com Denise (Naturi Naughton) cantando On My Own, de Nikka Costa. A história desse personagem é muito mal contada. Ela é empurrada pela família a se tornar uma pianista clássica, porém nunca tentou fazer outra coisa. Do nada ela descobre que canta excepcionalmente bem. Seu pai não permite que ela se dedique a novas experiências, mas quando eles a ouvem cantar a mãe se intromete (a melhor cena do filme,  até rola um talk to the hand!)e permite que ela se dedique a fazer aquilo que ela quiser. É tudo muito fácil e não desenvolvido. Uma pena.

Procurando bem no fundo o filme passa a mensagem comum de qualquer filme feito para adolescentes genéricos: “Busque o motivo de sua revolta e a transforme em força”, tem também aquele “Se permita outros caminhos” e “Não dê murro em ponta de faca”. Esse remake de Fama poderia ser um episódio genérico de High School Music. Tomara que não vire mais uma série de música, como foi o caso do filme original.

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A Gruta

Lembra dos livros-jogo do Ian Livingstone e Steve Jackson? O primeiro foi lançado na Inglaterra em 1982, chegando no Brasil na década de 90. O primeiro título foi O Feiticeiro da Montanha de Fogo, que eu lembro que cabulava a aula chata de matemática e ficava na biblioteca lendo/jogando. O conto é muito bem escrito e a cada página você tem a opção de seguir determinado caminho, tomar determinada ação, que continuava em uma outra página. Depois descobri que jogando com dados a emoção do jogo era outra, aí me apaixonei. Esse mesmo espírito de brincar com o acaso é que A Gruta tenta levar para o cinema e infelizmente não consegue.

O filme foi exibido na Biblioteca Temática, na Vila Mariana e faz parte do 4º Festival Curta Fantástico. Com direção do brasiliense premiado como melhor diretor de 2006 no Festival de Brasilia do Cinema Brasileiro, Filipe Gontijo trás o média-metragem A Gruta que segue os mesmos padrões dos saudosos livros-jogo. A história é do casal Luiza (Poli Pieratti) e Tomás (Carlos Henrique) que vão passar o final de semana na fazenda da família de Luiza, em Goiás. Lá eles são guiados por Tião (André Deca), o caseiro, até uma gruta onde encontram um porco que os segue até a casa. Esse porco exerce uma estranha influência sobre Tomás, e conforme a história se desenrola há pausas para a platéia, de posse de aparelhos de estatísticas (sabe aqueles que computam as votações da platéia de programas de auditório?), parecidos com um controle remoto, decidir qual caminho tomar, como por exemplo jogar com Luiza ou Tomás, ou então “Tião está batendo na porta, deseja atendê-lo?”. Um RPG na sala de cinema.

O problema que encontrei foi a quebra do clima. Por ser um dos primeiros a se aventurar no cinema com esse gênero (particularmente não conheço nenhum outro título como esse) há muitas coisas a aprender, como por exemplo, um número aceitável de intervenções para decidir que rumo a história tomará. Muitas vezes me senti perdido, tanto na história como nas opções, porque não me senti suficientemente imerso na história para poder decidir qual opção tomar. Sinto que o roteiro é bom, um thriller interessante, mas não houve troca. Creio que o filme seria mais feliz se as intervenções fossem melhor dosadas e em momentos mais decisivos, criando maior envolvimento com os personagens e cenário, desenvolvendo assim uma personalidade para cada um deles.

Pensando friamente não vejo nenhuma perspectiva positiva para esse gênero se dar bem no cinema, nem mesmo em pequenas salas, como foi o caso. Mas se os idealizadores se dedicarem a esses filmes-aventura para PC ou até mesmo iPhones, eles seriam muito mais felizes. Imaginem uma grande aventura com vários episódios? Fica a dica, vocês leram primeiro aqui, quero minha porcentagem.

Um ponto que merece destaque é que o filme está liberado por Creative Commons, ou seja, você pode copiá-lo, desde que não seja para fins comerciais. O projeto ainda contou com a ajuda do Fundo de Arte e da Cultura (FAC), o governo do Distrito Federal e a Big Box, uma rede local de supermercados.

O site do filme informa que logo disponibilizarão o filme jogo para download, além de distribuí-lo em DVDs para as pessoas jogarem com a família. Acho que esse é o caminho correto.

Assista ao trailer abaixo e fique de olho no site para ver a próxima exibição. Vale a pena, a experiência é bem interessante:

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2009080603302144

Sim, é galhofa pura. Matadores de Vampiras Lésbicas (Lesbian Vampire Killers) vem com vários clichês do cinema trash, desde a tipografia da abertura, passando pelos adolescentes de dezoito anos que são interpretados por atores de trinta até as diversas piadas sexuais do gênero.

A história é simples, um cavaleiro das cruzadas teve o amor da sua vida roubado por Carmilla (Silvia Colloca), a rainha das vampiras lésbicas. Revoltado, o cavaleiro McLaren forja uma espada mágica para acabar com a vampira lésbica, mas antes de ter sua cabeça decapitada, Carmilla invoca uma maldição na linhagem de McLaren e sobre a cidade, que teria todas as suas mulheres, a partir dos dezoito anos, transformadas em vampiras lésbicas. Jimmy (Mathew Horne) é o último da linhagem de McLaren que por manobra do destino, vai passar as férias na tal cidade amaldiçoada e a história se desenrola.

Mesmo com tantos clichês, Matadores consegue se sobressair e ficar bem interessante. Grande contribuição do carisma dos atores, principalmente Fletch (James Corden), o gordinho que só faz gordice e que não está nem aí para derrotar as vampiras e que faz algumas citações nerds. Além de ter uma nerd gostosa, Lotte (MyAnna Buring).

O diretor Phil Claydon, que tem apenas três trabalhos atualmente, deve tomar cuidado com os recursos utilizados como slow motion seguido de fast, que é usado irritantemente em demasia. Ponto positivo para as sutilezas para quem tem o ouvido apurado, como músicas que completam as cenas, ou pequenos efeitos sonoros, que enriquecem o filme. Temos que citar Friday The 13th, seriado dos anos 90 que serviu de inspiração para Supernatural. O filme tem todo o clima do seriado e fica bem colocado na tela grande da sala escura. Matadores me fez lembrar Grindhouse e creio que esse era o objetivo. E claro, um final digno de Van Helsing. Ok, não vou soltar spoiler! Agora nos resta ficar de olho na continuação, Gay Werewolf Killers.

Fica a dica de cinema descompromissado para o final de semana =)

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Michael Jackson: This Is It

Teria sido um grande show. Cinquenta anos de idade e uma mente criativa em plena forma. O plano era Kenny Ortega (Dangerous World Tour, Material Girl) gravar os ensaios do show para um futuro lançamento do making of do grande evento. Graças a isso podemos ver a emoção dos dançarinos ao descobrir que trabalhariam com o ídolo de infância. Ver como teria sido brilhante o remake de Thriller em 3D produzido especialmente para o show, e o vídeo em preto e branco produzido para a apresentação de Smooth Criminal mas que com certeza MJ tinha planos de lançá-lo em um DVD da turnê.

O filme não é nenhuma apelação emotiva pós morte, ou tentativa barata de limpar a imagem de Michael Jackson manchada por diversos escândalos envolvendo o Rei do Pop. Longe disso. O filme mostra um astro criando arranjos musicais, buscando novos recursos tecnológicos para se reinventar e agradar seu fiel público. E agradar seu público é tudo o que ele desejava.

Os últimos dias de MJ são marcados por muito trabalho para que tudo seja perfeito. Cada nota musical, luz e coreografia é pensada pelo ídolo para que tudo seja o mais perfeito possível. “É por isso que ensaiamos”, repete o astro por várias vezes ao longo do filme. Seu perfeccionismo, transparente nas sugestões dadas para a melhoria do trabalho conjunto, é de uma educação que somente uma pessoa com o gênio de Michael Jackson poderia ter. E essa educação é retribuída por todos os envolvidos  na produção do show. Desde Ortega tentando poupar o astro  para a grande estréia, até a dedicação dos músicos e dançarinos em fazer tudo da melhor forma possível para o grande dia, como é visto em seus comentários durante a produção.

A morte de MJ sem dúvida foi uma grande perda. This Is It, que seria feito no The O2 Arena, Londres, seria a chance de dizer ao mundo que Michael Jackson é o eterno Rei do Pop. Kenny Ortega conseguiu nos dar um pequeno vislumbre dessa grande verdade.

Recomendadíssimo.

This Is It

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District-9

Quando ouvi a respeito do filme comecei a vasculhar do que se tratava. Aliens que aparecem na Terra sobre Johannesburgo, África do Sul, estão sofrendo algum tipo de doença e querem apenas abrigo em nosso planeta, o que gera uma série de discussões políticas e éticas e enquanto elas não são resolvidas, eles são acomodados no Distrito 9, uma grande favela alienígena.  Com um grande viral, esse ótimo plot e bons efeitos, o monstro chamado Expectativa já estava forte e saudável dentro de mim. Mas infelizmente Distrito 9 decepciona.

O filme tem roteiro assinado por Neil BlomkampTerri Tatchell e direção do próprio Blomkamp neste seu filme de estréia. Distrito 9 contou com 30 milhões de dólares e a pós-produção de Peter Jackson, o padrinho do diretor estreante, para fazer um ótimo serviço, para não falar em milagre. Em efeitos especiais Distrito 9 se torna referência, isso é inegável.

Para contar sua história, Blomkamp inicia como um documentário, acompanhando o dia trabalho de Wikus Van De Merwe, interpretado por Sharlto Corpley, que tem de ir até o Distrito 9 para despejar os alienígenas e forçá-los a se instalar em outro lugar preparado para eles. O preconceito se torna tema quando mostra o modo como tratam os aliens os chamando de prawns, ou camarões, devido a sua aparência crustácea. Em uma das buscas pelos barracos dos aliens, Van de Merwe entra em contato com um líquido preto que mudará toda a sua vida. Sim, frase clichê porque tudo o que vem daí pra frente é clichê.

A fórmula é: Herói despresa seus inimigos e seu próprio sogro o trai, fazendo com o que o herói conviva com o inimigo e ele aprende que somos todos iguais, até que aparece o chefão da fase, que claro, é exterminado, mas sem antes deixar um gancho para um segundo filme. Câmeras perdidas fazendo o efeito “Counter Strike” para mostrar o nada em cena. Ah! Sem contar os inúmeros diálogos expositivos que são causados pelo tal documentário. Cansa e muito ser tratado como se não tivesse compreendido que uma cena de tiroteio é um tiroteio e uma cena em que Van de Merwe está em fuga ele está em fuga. E não é exagero, infelizmente isso acontece o filme inteiro e acaba estragando a grande idéia que é o filme.

Agora é esperar o Distrito 9 – 2 e esperar que Peter Jackson ensine Blomkamp a contar a história direito.

P.S.: Como os aliens apenderam inglês? Como os humanos aprenderam aqueles “cliques”? Não vi nenhuma menção aos peixes tradutores de Douglas Adams.

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